Hoje (20/03) é o Dia Nacional de Atenção à Disfagia e a equipe de Terapia Intensiva do HAG reforça a importância da elaboração de um protocolo que identifique os riscos de broncoaspiração nos pacientes críticos.

A broncoaspiração se trata da entrada de substâncias estranhas nas vias aéreas inferiores que pode desencadear complicações além de doenças pulmonares como desnutrição grave e até óbito. Além de aumentar as taxas de morbidade, mortalidade, prolonga o tempo de internação e eleva os custos hospitalares.

 

Alguns fatores de risco são:

– Pacientes críticos maiores de 65 anos que tem quatro vezes mais chances de ter pneumonia;

– Intubação orotraqueal prolongada, em 35% dos casos;

– Alterações neurológicas associadas à disfagia, podem aumentar em até 7 dias o tempo de internação;

– Doenças e cirurgias de cabeça e pescoço, em 50,6% dos casos;

– Tosses ou engasgos;

– Refluxo gastroesofágico.

 

Ações de prevenção

– Realizar aspiração de vias aéreas superiores sempre que necessário;

– Em caso de vômito e distensão abdominal, interromper a administração da dieta, abrir a sonda para drenagem e comunicar o médico;

– Administrar dieta por via oral sempre com o paciente sentado (de preferência a 90º) a menos que haja contra-indicação médica;

– Realizar a manutenção da pressão do Cuff (balonete) de TOT e TQT;

– Durante a alimentação por via oral, atentar-se para os sinais de alerta como tosse, engasgo, cianose, sudorese e voz molhada. O fonoaudiólogo deverá ser chamado para avaliar o paciente na presença destes sinais;

– Para pacientes pediátricos com dieta intermitente, realizar o teste de refluxo de 4/4 h ou 6/6 h. Interromper infusão e comunicar o médico se o volume de refluxo for superior a 50% do volume infundido.

Fonte: www.amib.org.br

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